Toda a trajetória do AlunaGeorge me faz pensar na inversão de valores que vem ocorrendo nos últimos anos, mais especificamente em relação ao R&B e como ele tem ressurgido para quem o deixou na obscuridade por mais de uma década. Não peço a ninguém para que passem pela “barreira da balada”, claro, mas a forma com que o The Weeknd, Frank Ocean e, mais recentemente Jessie Ware, com seu pop soul, entrou no mercado é interessante. O que mais me agrada é que, no caso, não há mais acontecimentos críticos como “Say My Name”, das Destiny’s Child. As pessoas, finalmente, depois de um longo período de tempo, começam a prestar atenção no que a emoção dos artistas tem a dizer, e menos nos aparatos da produção. Soa como progresso, afinal.